É uma sensação estranha.
Quem nunca sentiu a chuva se aproximando antes mesmo da primeira gota fina?
Soa como uma impressão, quase um deja vù. Uma brisa fria tão breve e sutil que, no momento seguinte, logo que a sentimos e se esvai, mal conseguimos distinguir entre o que de fato sentimos e o que se trata apenas de impressão. Um engano dos sentidos.
Dias negros se aproximam e eu acho que os sinto chegando como quem sente, por um instante, o aviso da chuva iminente.
É estranha a maneira como funcionamos. E, se não tornasse-se tão trágico algumas vezes, é definitivamente fascinante observar como o ser humano é imperfeito.
A subjetividade pode ser capaz de coisas fantásticas mas, ao mesmo tempo, nos torna frágeis, volúveis e, por vezes, perturbados.
E é essa subjetividade que nos faz únicos que nos torna mais incoerentes pois, mesmo sabendo que dias negros se aproximam, mesmo conhecendo essa brisa fria, as vezes somos compelidos a ignorar e aguardar a chegada da chuva. E simplesmente o fazemos.
maio 27, 2007
maio 26, 2007
Princípio
Pensar: Ato. Sina. Necessidade. Capacidade de organizar, mensurar, compreender e inferir conclusões.
Bem vindos, aqui o pensar é permitido, encorajado e escancarado.
Eis o pecado da razão: O banquete dos glutões cujo alimento é a sapiência.
Bem vindos, aqui o pensar é permitido, encorajado e escancarado.
Eis o pecado da razão: O banquete dos glutões cujo alimento é a sapiência.
Assinar:
Postagens (Atom)